
Recebendo a Si Mesmo nos Fogos da Dor
Como filho de Deus, minha atitude diante da dor e da dificuldade não deve ser a de desejar que elas não existam, nem a de pedir a Deus que as impeça. Devo pedir que, em cada fogo de dor, eu receba o eu que Deus me criou para ser. Nosso Senhor não foi salvo da hora, mas por meio dela. Ele recebeu a si mesmo nos fogos da dor, cumprindo o propósito que Deus havia determinado para Ele.
Dizemos que não deveria haver dor, mas ela existe. Se tentamos evitá-la, se nos recusamos a levá-la em conta, estamos sendo insensatos. A dor é um dos maiores fatos da vida; não adianta dizer que ela não deveria existir. O pecado, a dor e o sofrimento existem. Não cabe a nós dizer que Deus cometeu um erro ao permiti-los.
A dor queima grande parte da nossa superficialidade, mas nem sempre nos torna melhores. O sofrimento ou nos entrega a nós mesmos ou nos destrói. Não podemos nos encontrar no sucesso; o sucesso nos faz perder a cabeça. Não podemos nos encontrar em tempos de calma e monotonia; eles nos deixam entediados. A única maneira de recebermos a nós mesmos é nos fogos da dor. Isso é verdadeiro tanto nas Escrituras quanto na experiência humana.
Tenho eu recebido o meu eu—o eu que Deus me criou para ser—nos fogos da dor? É sempre fácil identificar pessoas que o fizeram. São aquelas em quem você sabe que pode confiar, aquelas a quem você recorre em momentos de dificuldade e descobre que têm tempo de sobra para você. Os que não receberam a si mesmos tendem a se irritar e a agir com desprezo quando você pede ajuda; não têm tempo para você nem para os seus problemas. Somente aqueles que receberam a si mesmos são capazes de dar com o coração aberto.
Receba a si mesmo nos fogos da dor, e Deus fará de você alimento para outros.


