
Oração em Honra ao Pai
Se nasci de novo do alto, o próprio Filho de Deus foi gerado em minha carne mortal. O que foi verdadeiro para a virgem Maria na introdução do Filho de Deus neste mundo é verdadeiro em toda alma salva: o Filho de Deus nasce em nós pelo ato direto de Deus.
Como filho de Deus, preciso exercer o direito de um filho de estar sempre face a face com meu Pai. Estou dando à santa inocência, simplicidade e unidade do Filho com o Pai a oportunidade de se manifestarem em mim? Tenho respondido continuamente, com admiração, ao que o meu bom senso me diz para fazer, dizendo-lhe: “Por que você está tentando me afastar? Você não sabe que devo estar na casa de meu Pai?” Quaisquer que sejam as minhas circunstâncias externas, a Criança santa, inocente e eterna dentro de mim deve permanecer em contato com o Pai.
Sou simples o suficiente para me identificar com meu Senhor dessa maneira? Ele tem tido liberdade para agir em mim? Deus percebe que o seu Filho foi formado em mim, ou tenho deixado o Senhor de lado?
Ah, o tumulto destes dias! Todos estão clamando—por quê? Para que o Filho de Deus seja levado à morte. Não há lugar para o Filho de Deus, não há espaço para a comunhão silenciosa e santa com o Pai.
É o Filho de Deus que ora em mim, ou sou eu quem lhe dita o que fazer? Ele está ministrando em mim como fez quando andou entre nós em carne? O Filho de Deus em mim está passando por sua paixão por seus próprios propósitos? Quanto mais se conhece a vida interior dos servos mais dedicados de Deus, mais se percebe o propósito divino: “completar . . . o que resta das aflições de Cristo” (Colossenses 1:24). Sempre há mais a ser completado.


