
O Sofrimento do Santo
Escolher sofrer significa que algo está errado. Escolher a vontade de Deus, mesmo que isso implique sofrimento, é algo muito diferente. Santos saudáveis nunca escolhem o sofrimento; escolhem a vontade de Deus, quer isso envolva sofrimento ou não, assim como Jesus fez.
Um santo jamais se atreve a interferir na disciplina do sofrimento na vida de outro santo. As pessoas que nos fazem bem não são aquelas que apenas têm simpatia por nós, mas as que nos ajudam a nos tornar fortes e maduros para Deus. A simpatia nos retém; drena nossas forças e nos enche de autopiedade. Quando aceitamos a simpatia, o pensamento que nos ocorre é: “Deus está sendo duro comigo.” É por isso que Jesus disse que a autopiedade vinha do diabo. Quando Pedro insinuou que Deus, ao permitir que Jesus fosse morto, estava sendo duro demais, Jesus respondeu: “Para trás de mim, Satanás!” (Mateus 16:23).
Cuidado com a ideia de que Jesus precisava de simpatia em sua vida terrena. Ele recusou a simpatia das pessoas, pois sabia que ninguém na terra compreendia o que ele buscava. Somente o Pai entendia seus propósitos: “Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer” (João 17:4).
Seja misericordioso com a reputação de Deus. É fácil manchar o seu caráter, pois Deus nunca responde; ele nunca se justifica. Pode parecer que ele está desperdiçando seus santos, porque os envia a lugares que o mundo considera inúteis. Até mesmo aqueles que são chamados por Deus podem interpretar mal o seu chamado. Dizemos: “Deus quer que eu esteja aqui porque sou muito útil.” Deus coloca seus santos onde eles irão glorificá-lo, e nós não somos capazes de julgar onde isso será.


