
A Porta de Entrada para o Reino
Cuidado para não pensar em nosso Senhor primeiramente como um mestre. Se Jesus Cristo for apenas um mestre, tudo o que Ele pode fazer é me provocar ao apresentar um padrão que eu não consigo alcançar. Qual é o sentido de me mostrar um ideal do qual não posso me aproximar? Eu seria mais feliz sem saber disso. De que adianta me dizer para ser puro de coração, totalmente dedicado a Deus e disposto a fazer mais do que o meu dever?
Se os ensinamentos de Jesus vão ser algo mais para mim do que ideais que levam ao desespero, preciso conhecê-lo primeiramente como Salvador. Quando sou nascido de novo pelo Espírito de Deus, descubro que Jesus Cristo não veio apenas para ensinar; Ele veio para me tornar aquilo que ensina. A redenção significa que Jesus Cristo é capaz de colocar a disposição que governava a própria vida dEle em qualquer vida. Todos os padrões que Deus estabelece para nós se baseiam nessa disposição.
“Bem-aventurados os pobres de espírito.” A mensagem do Sermão do Monte (Mateus 5–7) produz desespero naqueles que não nasceram de novo pelo Espírito. É exatamente isso que Jesus pretende. Enquanto tivermos uma ideia orgulhosa e presunçosa de que podemos seguir os ensinamentos do Senhor sem conhecê-lo como nosso Salvador, permaneceremos em desespero. Deus permitirá que andemos na ignorância até encontrarmos algum obstáculo intransponível e irmos a Ele em pobreza, prontos para receber.
O fundamento do reino de Jesus Cristo é a pobreza — não posses nem uma decisão de seguir a Jesus Cristo, mas um senso de total incapacidade, o reconhecimento de que não conseguimos sequer começar a seguir os ensinamentos de Deus por conta própria. Essa é a entrada; é quando Jesus diz: “Bem-aventurados vocês.” Levamos muito tempo para aceitar o fato de que somos pobres! O reconhecimento da nossa própria pobreza nos leva à fronteira moral onde Jesus Cristo atua.


