
A Conta com a Perseguição
A mensagem que Jesus transmite neste versículo revela a humilhação de ser cristão. Quando os covardes não revidam, é por medo; quando os cristãos não revidam, é porque manifestam a vida do Filho de Deus. Há uma grande diferença entre as duas atitudes, mas, aos olhos do mundo, elas parecem iguais.
Estou disposto a ser considerado covarde por amor ao meu Senhor? O ensino do Sermão do Monte não é “Cumpra o seu dever.” É “Faça o que não é seu dever.” Não é meu dever andar a segunda milha ou oferecer a outra face. Ainda assim, Jesus diz que, se sou seu discípulo, farei sempre essas coisas. Quando sou insultado, não apenas não devo me ressentir, mas devo usar isso como uma oportunidade para manifestar o caráter do Filho de Deus. Não posso imitar o caráter de Jesus; ou ele está em mim, ou não está. Se estiver, cada insulto pessoal se tornará uma ocasião para revelar sua maravilhosa mansidão.
Quando me vejo ofendido e digo coisas como: “Bem, não posso fazer mais nada. Fui tão mal representado e incompreendido”, eu firo o Filho de Deus. Estou insistindo nos meus próprios direitos. Mas, quando suporto o golpe pessoalmente, impeço que Jesus seja ferido. É disso que Paulo fala quando diz: “Completo na minha carne o que resta das aflições de Cristo” (Colossenses 1:24). Como discípulo, preciso reconhecer que é a honra do meu Senhor que está em jogo na minha vida.
Estamos sempre buscando justiça para nós mesmos. O ensino do Sermão do Monte é este: Nunca busque justiça para si, mas nunca deixe de praticá-la. O único direito que o cristão tem é o direito de não insistir nos seus direitos.


