Se Jesus Cristo vai me regenerar, qual é o problema que Ele enfrenta? Eu herdei uma natureza pecaminosa, uma hereditariedade sobre a qual não tive escolha. Não sou santo, nem é provável que me torne santo. Se tudo o que Jesus Cristo pudesse fazer fosse me dizer para ser santo, eu terminaria em desespero. Mas, visto que Jesus Cristo faz mais do que apenas dizer, visto que Ele é um regenerador que pode transmitir a mim a sua própria hereditariedade — a hereditariedade da santidade — começo a entender o que Ele quer dizer quando me manda ser santo.
Redenção significa que Jesus Cristo pode refazer qualquer pessoa ao colocar nela a sua própria natureza santa. Os padrões que Ele estabelece para nós se baseiam nessa nova hereditariedade; o seu ensino é direcionado ao que Ele coloca em mim, não ao que eu era antes de recebê-lo. A obrigação moral da minha parte é concordar com o veredito de Deus sobre o pecado na cruz de Jesus Cristo.
O que o Novo Testamento ensina sobre o novo nascimento espiritual é que, quando as pessoas são despertadas para a consciência de sua necessidade, Deus começa a colocar o Espírito Santo no espírito delas, não parando até que sejam completamente refeitas — isto é, “até que Cristo seja formado” nelas (Gálatas 4:19). O milagre moral da redenção é que Deus pode implantar em mim uma santidade que me capacita a viver uma vida totalmente nova. Mas somente quando chego ao limite da minha necessidade e compreendo minhas limitações é que Jesus diz: “Bem-aventurado és” (Mateus 5:11). Deus não pode colocar a santidade que havia em Jesus Cristo em alguém que ainda está convencido de sua própria moralidade. Preciso estar conscientemente necessitado dEle para receber sua hereditariedade.
Assim como a inclinação para o pecado entrou na humanidade por meio de um homem,
assim o Espírito Santo entrou na humanidade por meio de um homem. A redenção significa
que posso ser liberto da hereditariedade do pecado e receber a hereditariedade pura
do Espírito Santo por meio de Jesus Cristo.