Há muitas coisas que eu não posso fazer: não posso salvar nem santificar a mim mesmo; não posso redimir o mundo; não posso tornar certo o que está errado, puro o que é impuro, santo o que não é santo. Tudo isso é obra soberana de Deus. Tenho fé no que Deus, por meio de Jesus Cristo, fez? Ele realizou por nós uma expiação perfeita, recolocando-nos em um relacionamento correto com Ele. Tenho o hábito de reconhecer isso continuamente?
A grande necessidade em cada uma de nossas vidas não é fazer coisas nem viver experiências, mas crer. A expiação não é algo que eu experimento; é o grande ato de Deus, sobre o qual fundamento a minha fé. Se, em vez disso, eu baseio minha fé nas minhas experiências, produzirei um tipo de vida que não se encontra nas Escrituras — uma vida isolada, na qual fixo meus olhos na minha própria “impecabilidade”. O isolamento não tem base na expiação. A piedade que o isolamento produz é inútil para Deus e um incômodo para as outras pessoas, porque nega a realidade de como as coisas realmente são. É fácil brilhar ao sol quando estamos no topo do monte, a sós com Deus, mas Jesus quer que brilhemos onde não há sol, lá no vale, onde é escuro por causa da pressão das coisas práticas.
Compreendo que Jesus Cristo deseja que sua expiação seja reconhecida em cada aspecto prático da minha vida? No meu lar? No meu trabalho? A graça de Deus é absoluta, mas eu preciso provar, por meio da obediência, que não recebo a sua graça em vão. Devo constantemente submeter-me a julgamento e perguntar: “Estou olhando para esta questão à luz da expiação, ou estou sem o discernimento de Cristo?” Cada vez que obedeço, a própria Deidade está ao meu lado. Obediência significa que coloquei toda a minha esperança na expiação, e tudo o que faço é alcançado pela graça sobrenatural de Deus.