A palavra tentação quase nunca é usada corretamente. Falamos de tentação como se fosse pecado, mas não é. Ela é uma parte inerente da natureza humana, algo que todos nós inevitavelmente enfrentamos. A tentação não é algo de que possamos escapar; ela é essencial para uma vida humana plena. No entanto, muitos de nós sofremos tentações que não deveríamos sofrer — tentações inferiores que nos afligem porque nos recusamos a permitir que Deus nos eleve a um plano mais alto. Em um plano mais elevado, ainda enfrentaríamos tentações, mas seriam de uma ordem completamente diferente. Se Deus não me elevou mais alto, posso ter certeza de que é porque continuo cedendo a uma tentação inferior.
Minha disposição interior — isto é, a constituição da minha personalidade — determina por aquilo que sou tentado externamente. A tentação se ajusta à natureza de quem é tentado e revela as possibilidades dessa natureza. Cada um de nós tem suas inclinações pessoais, mas a tentação em si é uma herança comum da humanidade. Preciso vigiar quando começo a pensar que ninguém jamais foi tentado como eu, que ninguém passou pelo que estou passando.
Fico confuso diante da tentação? Tenho dificuldade em discernir se aquilo que me tenta é certo ou errado? Isso é normal, por um tempo. Quando começo minha caminhada de fé, posso ser tentado por coisas que geralmente são consideradas boas, mas que ficam aquém do que é mais elevado e melhor. A tentação promete um atalho para o que busco, mas nunca me levará até lá. A chave é manter meus olhos firmemente fixos no que é mais elevado — no próprio Deus — e deixar que o que é apenas bom passe por mim, por mais atraente que seja segui-lo. Embora Deus não me livre da tentação, Ele prometeu ajudar-me em meio a ela: “Porque ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hebreus 2:18).