A oração não faz parte da vida humana natural. Costuma-se dizer que aqueles que não oram sofrerão; eu questiono isso. O que sofre é a vida de Cristo dentro deles, pois a vida do Filho de Deus não é alimentada por comida, mas pela oração.
Quando nascemos de novo, do alto, a vida do Filho de Deus nasce dentro de nós. Se iremos deixar essa vida passar fome ou alimentá-la por meio da oração, depende de nós. Nossas ideias comuns sobre a oração — como um meio de obter bênçãos para nós mesmos de Deus ou de ter uma experiência emocional — não se encontram na Bíblia. A Bíblia vê a oração como um meio de conhecer o próprio Deus.
“Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão” (Mateus 7:7). Nós murmuramos diante de Deus; somos apologéticos ou apáticos, mas pedimos muito pouco. Nosso Senhor diz: “Se vocês não mudarem e não se tornarem como crianças” (18:3). Que ousadia maravilhosa tem uma criança! O filho de Deus vai a Deus com toda preocupação e desejo, pronto para colocar tudo diante dele e pedir. Não fazemos isso a menos que estejamos no limite das nossas forças. Antes disso, achamos que pedir é sinal de fraqueza ou covardia. Orar no momento de necessidade não é covardia; é a única maneira de entrar em contato com a realidade de Deus. Seja você mesmo diante de Deus. Coloque diante dele aquilo que o leva ao limite, a questão que você sabe que não pode resolver sozinho. Enquanto você for autossuficiente, não sentirá necessidade de lhe pedir nada.
Não é tanto que a oração mude as circunstâncias, mas que a oração me muda, e então eu mudo as circunstâncias. A oração não é uma questão de alterar situações externas, mas de operar maravilhas em nossa disposição interior. Um dos dons surpreendentes de Deus é que a oração, com base na redenção, tem o poder de transformar completamente a perspectiva de uma pessoa.