A oração não nos prepara para a obra maior; a oração é a obra maior. Pensamos na oração como um exercício de bom senso das nossas faculdades superiores, como algo que nos prepara para fazer a obra de Deus. No ensino de Jesus Cristo, a oração é o milagre da redenção operando em mim — um milagre que, pelo poder de Deus, produz o milagre da redenção em outros: “Eu os escolhi e os designei para irem e darem fruto — fruto que permaneça” (João 15:16). É verdade que a minha oração produz fruto duradouro, mas devo lembrar que é uma oração fundamentada na agonia da redenção, não na minha agonia.
A oração não nos prepara para a batalha; a oração é a batalha. Não importa onde estamos nem como Deus organizou as nossas circunstâncias; o nosso dever é orar. Nunca permita o pensamento: “Não sou útil onde estou.” Você certamente não pode ser útil onde não está. Onde quer que Deus o tenha colocado, ore a Ele — ore o tempo todo. A maioria de nós não ora a menos que isso nos cause alguma emoção, o que é a forma mais intensa de egoísmo espiritual. Precisamos agir segundo a direção de Deus; e Ele diz, simplesmente, ore.
“Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Mateus 9:38 kjv). Não há nada de empolgante no trabalho de um trabalhador, mas é o trabalhador quem torna possíveis as concepções do gênio. Da mesma forma, o discípulo que trabalha torna possíveis as concepções do Mestre. Você pode não ver imediatamente os frutos da sua oração, mas, do ponto de vista de Deus, há resultados o tempo todo. Que surpresa será descobrir, quando o véu for retirado, quantas almas foram alcançadas por seu intermédio simplesmente porque você tinha o hábito de receber suas ordens de Jesus Cristo.