A ilustração de oração que Jesus usa aqui é a de um bom filho pedindo algo bom. Falamos sobre oração como se o estado do nosso relacionamento com Deus não fizesse diferença para que Ele nos conceda o que pedimos. Nunca diga que não é vontade de Deus dar o que você pede; não desista de imediato. Faça um inventário espiritual; encontre a razão. Pergunte a si mesmo: estou na posição de um bom filho pedindo algo bom? Estou me relacionando corretamente com meu cônjuge, meus filhos, meus amigos e colegas? Ou estou dizendo a Deus: “Ó Senhor, eu sei que tenho estado irritado e irado, mas quero uma bênção espiritual”? Se essa é a minha mentalidade, terei de ficar sem a bênção até adotar a atitude de um bom filho.
Confundimos desafio com devoção, dizendo a Deus que queremos ser totalmente entregues a Ele, quando, na verdade, só queremos abandonar nossas responsabilidades. Recusamo-nos a fazer um inventário espiritual. Tenho pedido a Deus dinheiro para algo que desejo enquanto há algo que ainda não paguei? Tenho pedido a Deus liberdade enquanto a nego a outra pessoa? Há alguém a quem não perdoei, alguém com quem não fui bondoso?
Sou filho de Deus apenas por meio do novo nascimento espiritual. Sou bom somente enquanto ando na luz. A maioria de nós transforma a oração em um chavão piedoso, usando-a para obter um alívio emocional ou tratando-a como uma experiência vaga e mística. Espiritualmente, somos especialistas em produzir neblina. Se fizermos um inventário, veremos com muita clareza o que precisamos ajustar — uma amizade, uma dívida, um temperamento. Não há sentido em orar se não estamos vivendo como filhos de Deus. Quando estamos, então, Jesus diz: “Todo o que pede recebe” (Mateus 7:8).