Em nossa vida natural, nossas ambições mudam à medida que crescemos e amadurecemos. Na vida cristã, o alvo nos é dado desde o início: começamos com Cristo e terminamos com ele; o começo e o fim são os mesmos. Os discípulos vivem isso na disposição de seguir Jesus aonde quer que ele os conduza. Pensamos que o objetivo da vida cristã é ser útil ou ganhar convertidos. O discípulo é útil e ganha convertidos, mas esse não é o alvo. O alvo é fazer a vontade de Deus, seguindo Jesus quando ele diz: “Estamos subindo para Jerusalém.”
Na vida de nosso Senhor, Jerusalém foi o lugar onde ele alcançou o clímax da vontade de seu Pai na cruz. Se não formos com Jesus a Jerusalém, não teremos comunhão com ele. Nada jamais desanimou nosso Senhor em seu caminho para Jerusalém. Ele não apressava a passagem pelas aldeias onde era perseguido, nem se demorava nas aldeias onde era abençoado. Nem a gratidão nem a ingratidão o desviaram de seu propósito: subir para Jerusalém.
“O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre” (Lucas 6:40 kjv). Se Jesus Cristo é o nosso mestre, então as mesmas coisas que aconteceram com ele enquanto ia para a sua Jerusalém acontecerão conosco enquanto vamos para a nossa. As obras de Deus se manifestarão por nosso intermédio; pessoas serão abençoadas. Uma ou duas dessas pessoas demonstrarão gratidão; as demais demonstrarão ingratidão. Seja como for, não devemos permitir que nada nos desvie de subir para a nossa Jerusalém.
“Ali o crucificaram” (23:33). A cruz é o que aconteceu quando nosso Senhor chegou a Jerusalém, e esse acontecimento é a porta de entrada para a nossa salvação. Aqueles que seguem Jesus Cristo não terminam na crucificação; pela graça do Senhor, terminam em glória. Enquanto isso, nossa palavra de ordem é: “Eu também subo para Jerusalém.”