A libertação do pecado não é libertação da natureza humana. Há certos aspectos da natureza humana, como o preconceito, que o cristão precisa destruir por negligência; precisamos simplesmente nos recusar a dar espaço a essas coisas. Outras coisas devemos entregar a Deus e então permanecer firmes, testemunhando o poder da sua salvação.
Mas há também coisas que precisam ser destruídas com violência — recorrendo à força divina que nos é concedida pelo Espírito de Deus. Qualquer teoria ou ideia que se levante contra o conhecimento de Deus precisa ser decididamente demolida, não por esforço humano ou concessões, mas pela dependência do seu poder. “As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas” (2 Coríntios 10:4).
Somente quando Deus transforma a nossa disposição e entramos na experiência da santificação é que essa luta pode começar. Nossa luta não é contra o pecado. Nós nunca podemos lutar contra o pecado; o pecado é assunto de Jesus Cristo, e Ele o trata por meio da redenção. A guerra que precisamos travar é a de transformar a nossa vida natural em vida espiritual. Isso nunca é fácil, nem Deus pretende que seja fácil. Isso acontece por meio de uma série de escolhas morais. Deus não nos torna santos no sentido de nos dar instantaneamente um bom caráter. Ele nos torna santos no sentido de nos conceder inocência. Cabe a nós transformar essa inocência em caráter santo por meio de uma série de escolhas morais.
Essas escolhas estão continuamente em conflito com os hábitos arraigados da nossa vida natural — as pretensões e argumentos que se levantam contra o conhecimento de Deus. Podemos nos recusar a fazer a escolha moral, sabendo que, se o fizermos, não teremos valor algum em seu Reino. Ou podemos demolir decididamente toda pretensão e permitir que Jesus nos conduza à glória.