Um discípulo é aquele em quem o Espírito Santo formou esta convicção: “Não pertenço a mim mesmo.” Dizer “não pertenço a mim mesmo” é ter alcançado um nível de grande nobreza espiritual. Se sou discípulo, tomo uma decisão soberana de me entregar a Jesus Cristo. Então o Espírito Santo vem para me ensinar a natureza dele. Ele me ensina isso não para que eu me isole dos outros, como uma vitrine de santidade, mas para me tornar um com o meu Senhor. Até que eu seja feito um com ele, ele não me enviará. Jesus Cristo esperou até depois da ressurreição para enviar seus discípulos a pregar o evangelho, porque somente então o poder do Espírito Santo veio sobre eles, capacitando-os a perceber quem era Jesus Cristo e a se tornarem um com ele.
“Se alguém vem a mim e não odeia pai e mãe, esposa e filhos... não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:26). Jesus não diz: “Tal pessoa não pode ser um indivíduo bom e moral.” Ele diz: “Tal pessoa não pode ser alguém sobre quem eu escrevo a palavra meu.” Qualquer um dos relacionamentos que Jesus menciona pode tornar-se uma relação concorrente. Posso preferir pertencer ao meu pai ou à minha mãe, ao meu cônjuge ou a mim mesmo. Se assim for, Jesus diz que não posso ser seu discípulo. Isso não significa que não serei salvo; significa apenas que não serei dele.
“Vocês serão minhas testemunhas” (Atos 1:8). Nosso Senhor faz de seus discípulos sua propriedade. Ele se torna responsável por eles. O espírito que o discípulo recebe não é o de trabalho árduo nem o de realizar coisas práticas para Jesus. É o espírito de amor e devoção, de ser um perfeito deleite para ele. O segredo do discípulo é: “Eu sou inteiramente dele, e ele está realizando a sua obra por meio de mim.”