Minha santificação não é uma questão de saber se Deus está disposto a me santificar. A questão é: eu estou disposto? Estou disposto a permitir que Deus faça em mim tudo o que foi tornado possível pela expiação? Estou disposto a deixar que a vida de Jesus Cristo se manifeste em minha carne mortal?
Cuidado ao dizer: “Estou desejando ser santificado.” Pare de apenas desejar e trate isso como uma transação, uma questão simples de pedir e receber. Peça a Deus o Espírito Santo com base em Lucas 11:13: “Quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lhe pedirem!” Então, em fé plena, receba Jesus Cristo para que ele se torne a sua santificação, e a grande maravilha da expiação se tornará real em você.
Tudo o que Jesus Cristo tornou possível é meu por uma única razão: o dom gratuito e amoroso de Deus. Minha atitude, como alguém salvo e santificado, deve ser de profunda e humilde santidade. (Não existe santidade orgulhosa.) Reconheço o que Jesus fez por mim com arrependimento doloroso e um senso de vergonha e indignidade indescritíveis. Tenho a surpreendente consciência de que, mesmo quando eu não me importava com Deus, o amor dele por mim era tão grande que ele completou tudo para a minha salvação e santificação.
Não é de admirar que Paulo diga que nada “poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:39). A santificação me torna um com Jesus Cristo e, nele, um com Deus. Isso acontece somente por meio da expiação de Cristo, que é a causa da minha santidade. Nunca confunda a causa com o efeito. Minha santidade, obediência, serviço e oração são todos efeitos — o resultado de uma gratidão e adoração inexprimíveis pela santificação operada em mim pela expiação.