É impossível conduzir sua vida como discípulo sem separar momentos específicos para a oração em secreto. A ideia central da vida de fé é: “Meus olhos em Deus, não nas pessoas.” Ao orar, seu motivo não deve ser ser conhecido como alguém que ora. Entre no seu quarto interior — um lugar onde ninguém saiba que você está orando — então feche a porta e fale com Deus em secreto. Não tenha outro motivo senão conhecer seu Pai celestial.
“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que por muito falarem serão ouvidos” (Mateus 6:7). Deus nunca se impressiona com fervor. Não é porque vamos a Ele com um desejo intenso de sermos ouvidos que Ele nos ouve. Ele nos ouve com base na redenção; somente por causa do que Jesus Cristo fez na cruz é que podemos nos aproximar de Deus em oração. Se Jesus Cristo foi formado dentro de nós pelo novo nascimento espiritual, Ele avançará em nossa mente e transformará nossa atitude em relação à oração. Não seremos mais guiados por preocupações comuns da vida. Não iremos mais a Deus para satisfazer nossos desejos terrenos. Iremos para entrar em perfeita comunhão com Ele.
“Todo o que pede recebe” (7:8). Oramos palavras piedosas sem sentido, sem envolver nossa vontade. Depois dizemos que Deus não responde às nossas orações. Mas nós não pedimos nada! “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito” (João 15:7). Pedir significa exercer a vontade para solicitar aquilo que está de acordo com o Deus que Jesus Cristo revelou; se permanecermos nele, é exatamente isso que faremos. Sempre que Jesus falava sobre oração, Ele o fazia com a simplicidade de uma criança. Nós complicamos as coisas e discutimos com Deus. Dizemos: “Sim, Senhor, mas...” Jesus disse, simplesmente: “Peçam.”