Nunca conhecemos a alegria do auto-sacrifício até entregarmos todos os aspectos da nossa vida a Deus. A autoentrega é a coisa mais difícil. Estamos sempre impondo condições, dizendo a Deus: “Farei o que pedes, se...” Ou então a tratamos como um fardo enorme: “Suponho que preciso dedicar minha vida a Deus.” Não há alegria de auto-sacrifício nisso.
Assim que nos rendemos, o Espírito Santo nos toca com a alegria de Jesus. Quando o Espírito Santo entra, somos cheios do desejo de dar a nossa vida pelo nosso Amigo, e todo pensamento de que isso seja um peso desaparece, porque o sacrifício é a paixão de amor do Espírito Santo.
“Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu” (Salmos 40:8 kjv). Jesus foi a expressão viva dessa paixão. Ele desejava apenas fazer a vontade do Pai, realizando seu sacrifício com alegria transbordante e deixando o exemplo para todos nós. Estou seguindo seus passos? Já me entreguei em completa submissão a Jesus Cristo? Se Jesus Cristo não for o meu guia, meu sacrifício não tem valor. Mas, se fixo os olhos nele ao me sacrificar, lenta e seguramente sua influência transformadora começará a agir.
“Eu vos chamei amigos.” Nossa amizade com Jesus se baseia na nova vida criada em nós, uma vida que não tem ligação com a antiga. Essa nova vida é indescritivelmente humilde, absolutamente pura e totalmente dedicada a Deus. Quando entramos em amizade com o Senhor, somos chamados a demonstrar a todos que encontramos o amor que Ele nos demonstrou. Precisamos deixar de lado nossas preferências pessoais e aprender a amar como Deus ama. Para Deus, o amor não é sentimentalismo. Amar como Deus ama é a atitude mais prática para um discípulo. Cuidado para não permitir que inclinações naturais atrapalhem sua caminhada no amor.