O chamado de Deus é absolutamente único. Pensamos que estamos respondendo ao chamado de Deus quando nos dedicamos ao serviço espiritual, mas, quando entramos em um relacionamento correto com Ele, percebemos o quanto estávamos equivocados. Quando Deus chama, Ele nos chama para algo que jamais sonhamos antes. Em um momento radiante e fulgurante, vemos o que Ele quer que façamos — “completar na nossa carne o que resta das aflições de Cristo” — e somos tomados por uma dor intensa.
O chamado de Deus não tem a ver com santidade pessoal. Trata-se de nos tornarmos pão partido e vinho derramado. Se algum dia havermos de nos tornar vinho, teremos de ser esmagados; não se bebe uvas inteiras. Mas Deus nunca pode esmagar aqueles que resistem aos dedos que Ele usa para isso. Esses dedos podem pertencer a alguém de quem não gostamos, ou a algum conjunto de circunstâncias às quais dissemos que jamais nos submeteríamos. Pensamos: “Se ao menos Deus usasse os seus próprios dedos para me esmagar, e o fizesse de alguma maneira especial, celestial!” Precisamos aprender que não podemos escolher o cenário nem os meios do nosso martírio.
Pergunto-me que tipo de dedos Deus tem usado para apertar você. Você tem sido duro como mármore e escapado? Se Deus tivesse persistido em apertá-lo enquanto você ainda estava verde, o vinho teria sido extremamente amargo. Se você deseja ser alguém que Deus possa esmagar com facilidade, deve permitir que a presença d’Ele governe cada elemento da sua vida natural e quebre esses elementos a serviço d’Ele.
Precisamos estar em um relacionamento correto com Deus antes de podermos ser quebrados em suas mãos. Permaneça em comunhão com Ele, deixe que Ele faça com você o que quiser, e você verá que Ele está produzindo o tipo de pão e vinho que beneficiará os seus outros filhos.