Nosso Senhor nos disse como o nosso amor por Ele deve se manifestar: “Você me ama?” Ele pergunta. “Apascenta as minhas ovelhas” (João 21:17). Nosso Senhor está dizendo: “Identifique-se com os meus interesses nas outras pessoas”, e não: “Identifique-me com os seus interesses nas outras pessoas”. Esse tipo de amor tem um caráter específico. Ele é definido em 1 Coríntios 13:4–8: “O amor é paciente, o amor é bondoso...” É o amor de Deus se expressando. Outras formas de amor são apenas sentimentais. O amor de Deus é capaz de resistir às provas mais práticas.
“Foi por causa do Nome que eles saíram.” O Espírito Santo enche o meu coração com o amor de Deus e faz esse amor fluir por meio de mim a todos que encontro. Ele me capacita a permanecer fiel ao Nome, mesmo quando todos os fatos aparentes indicam que Jesus Cristo não tem mais poder do que a névoa da manhã. Essa fidelidade é a obra sobrenatural da redenção, realizada em mim pelo Espírito Santo.
A chave da devoção do missionário é não estar apegado a nada nem a ninguém, exceto ao próprio Senhor. Isso não significa estar separado do mundo exterior; nosso Senhor estava sempre no mundo, entre pessoas e situações comuns. O seu desapego era totalmente interior, pois Ele estava ligado somente a Deus. Evitar o mundo muitas vezes é sinal de um apego secreto, interior, justamente às coisas que tentamos evitar. O missionário não tem tais apegos. Sua alma permanece intensamente aberta a Jesus Cristo, e somente a Jesus Cristo. Os homens e mulheres que o nosso Senhor escolhe para enviar como missionários, embora feitos da mesma matéria humana comum, possuem uma devoção dominante a Ele, formada pelo Espírito Santo.