
Peça se Ainda Não Recebeu
Não há nada mais difícil do que pedir. Desejamos, ansiamos e sofremos, mas só quando chegamos ao nosso limite absoluto é que pedimos. O que finalmente nos leva a pedir a Deus o Espírito Santo é um senso de irrealidade. Percebemos que não somos espiritualmente reais e que não podemos nos tornar espiritualmente reais por nós mesmos. Quando isso acontece, quando vislumbramos nossa impotência, devemos pedir a Deus o Espírito, baseando nosso pedido nas palavras de Jesus: “Quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem” (Lucas 11:13). O Espírito Santo é quem torna real em nós tudo o que Jesus fez em nosso favor.
“Pois todo o que pede recebe.” Isso não significa que, se não pedirmos, não receberemos nada; Deus “faz nascer o seu sol sobre maus e bons” (Mateus 5:45). Mas, até pedirmos, não receberemos de Deus de forma direta. Receber de Deus diretamente significa que entramos em um relacionamento específico com Ele — tornamo-nos seus filhos — e agora percebemos, com apreciação moral e entendimento espiritual, que todas as coisas vêm dEle.
“Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus” (Tiago 1:5). Se você percebe que lhe falta sabedoria, é porque entrou em contato com a realidade espiritual, e seus olhos foram abertos. Não volte a colocar as vendas da razoabilidade. Não dê ouvidos quando disserem: “Seja razoável; pregue o evangelho simples. Não nos diga que precisamos ser santos, pois isso nos faz sentir completamente pobres.”
Se somos completamente pobres, estamos na condição certa para pedir. “Pedir” significa “suplicar”. Devemos pedir a partir da pobreza. Se, em vez disso, pedirmos por ganância, nunca receberemos. Precisamos pedir porque sabemos que, sem Deus, não temos nada. Um mendigo não se envergonha de suplicar. Mendigos suplicam porque são pobres; não há outro motivo. Bem-aventurados os pobres de espírito (Mateus 5:3).


